História

       Historicamente, o sindicalismo no Brasil sempre esteve associado a resoluções dos problemas enfrentados pelos trabalhadores, tais como: melhores condições de trabalho, apoio na prevenção e tratamento de doenças, na manutenção de escolas destinadas aos trabalhadores e seus familiares, na luta por aposentadoria e por melhores condições de salário e de trabalho, entre outros direitos; sempre guiados pela consciência de classe e de companheirismo em prol de justiça social.

       Os movimentos dos trabalhadores brasileiros simbolizam uma resistência cidadã frente às diversidades e descasos dos governos e empresários, que visando apenas o ganho de capital, negligenciava o ser humano, verdadeiro detentor da força produtiva.

       Após décadas de esforços, lutas e negociações, que inclusive custaram vidas humanas, os movimentos sindicais conseguiram consolidar sua posição no cenário político nacional, ganhando credibilidade e respeito sem perder o foco na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e de seus familiares.

       O Colégio 1º de Maio faz parte dessa história de luta sindical, pois se tornou um ganho dos trabalhadores que almejavam a criação de uma escola que atendesse à educação de seus filhos, frente à falta existente, à época, de uma rede escolar que atendesse aos filhos de associados do então Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Energia Elétrica e da Produção do Gás do Rio de Janeiro.

       O Colégio 1º de Maio foi fundado em 27/7/1961 e inaugurado em 13/1/1962. Em um ano e meio, erguia-se um prédio de 4 andares destinado ao Colégio e, desde então, centenas de trabalhadores e seus dependentes têm por ele passado em busca de aprendizado.

       Em 1962, o então Ginásio 1º de Maio inaugurou os seus primeiros cursos de primeiro grau, da 1a. à 4a. série ginasial; hoje desativados. Mais tarde, em 1973, inicia-se o então segundo grau, que passou a desenvolver os cursos Técnicos de Eletrônica, Eletrotécnica, Edificações, Turismo, Administração, Contabilidade, Química, Secretariado e, posteriormente, Mecânica. Paralelamente a esses cursos, desenvolveu-se o curso Supletivo e, além da formação geral, cursos profissionais de Eletricista Instalador, Eletricista de Manutenção, Bombeiro Hidráulico, Auxiliar de Escritório, Auxiliar de Enfermagem etc.

       Diante das dificuldades de se instalar laboratórios e oficinas, buscou-se estabelecer convênios com instituições educacionais que desenvolviam esse tipo de ensino. Em 1975, foi firmado o convênio com a então Escola Técnica Federal "Celso Suckow da Fonseca" -  RJ, hoje Centro Federal de Educação Tecnológica "Celso Suckow da Fonseca" -  CEFET, convênio este até hoje mantido.

       Em 7 de março de 2002, o Colégio 1º de Maio passou a fazer parte do então criado CEACS - Centro Educacional Aldanir Carlos dos Santos, sendo vinculados ao atual Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia  do Rio de Janeiro e Região - SINTERGIA, situado a Rua General Canabarro 536 - Maracanã - Rio de Janeiro.

       Esse braço educacional do SINTERGIA,tem como missão o aprimoramento da mão-de-obra trabalhadora, bem como de seus associados e dependentes, concedendo a estes um ensino que atenda a demanda por escolarização de núcleo comum e profissionalizante.

       Atualmente, o Colégio 1º de Maio tem como finalidade ministrar ensino médio regular, educação de jovens e adultos (para o segundo segmento do ensino fundamental e ensino médio) e educação profissional de nível técnico nas áreas: de eletrônica, eletrotécnica, informática, edificações, mecânica, telecomunicações e saneamento, atendendo, preferencialmente, aos trabalhadores de empresas de energia no Rio de Janeiro e seus dependentes, que em números reais representam cerca de 1000 alunos matriculados, atendidos por aproximadamente 80 professores e 30 funcionários.

       Desses cerca de 1000 alunos, 80 % têm seus estudos financiados através bolsas concedidas por empresas da área de energia que, através de parcerias, também oferecem estágio curricular e, freqüentemente, o seu aproveitamento como profissional após o término do curso, garantindo um alto índice de inserção no mercado de trabalho.

       Em sua trajetória já foram mais de 30 mil trabalhadores e dependentes atendidos, sempre cumprindo com a máxima dedicação, seu papel social frente aos desafios impostos pelo mundo produtivo.

       O regimento em vigor no Colégio 1º de Maio, que gerou as matrizes curriculares dos atuais cursos técnicos, está regulamentado pela portaria no. 8946 do ECDAT/88, e aprovado pelo Conselho Estadual de Educação em 27/08/1980 de acordo com o parecer 237/78 - resolução 256 SEEC de 10/07/80, posteriormente refeito a aprovado nos termos da Deliberação 221/97 do CEE/RJ homologada no D.O. de 21/10/97 pelo E/COIE.E em 02/12/97.

       Respeitando sua vocação natural de formar o cidadão-trabalhador, o Colégio 1º de Maio dá ênfase ao vínculo entre a Educação e o Trabalho, em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96, em especial seu artigo 1º e parágrafo 2º: "A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social".